Foto: Reprodução/Instagram Marcos Gomes é investigado em inquérito que apura incitação de atos criminosos e violentos no 7 de setembro A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para que seja mantida a prisão preventiva de Marcos Antônio Pereira Gomes, caminhoneiro e youtuber conhecido como Zé Trovão. Os ministros julgam um habeas corpus da defesa de Gomes contra a decisão do ministro Alexandre Moraes, que havia determinado a prisão preventiva do youtuber. Zé Trovão é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) e ganhou projeção em 2021 ao tentar organizar greves de caminhoneiros. Gomes é investigado por incitação de atos criminosos e violentos às vésperas do feriado de 7 de setembro. Desde abril de 2020, ele é um dos investigados no inquérito que apura a organização de atos antidemocráticos como manifestações que pediam a intervenção militar e o fechamento do STF e do Congresso. Para o ministro Alexandre de Moraes, as investigações apontam “presença de fortes indícios e significativas provas apontando a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político absolutamente semelhante àqueles identificados com a nítida finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito”. O julgamento do pedido de habeas corpus da defesa teve início na sexta (3), em plenário virtual, e deve chegar ao fim no dia 10. O relator do caso e ministro do STF, Luís Roberto Barroso, votou contra o habeas corpus. Barroso afirmou que a defesa de Zé Trovão “não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão”. De acordo com o ministro há também uma questão processual: não é possível apresentar habeas corpus no STF questionando a decisão de outro ministro. Rosa Weber e Cármen Lúcia foram as últimas a votar e acompanharam o parecer do relator. Agora, falta o voto do ministro Dias Toffoli. Alexandre de Moraes se declarou impedido para julgar o pedido, por se tratar de um questionamento da sua própria decisão. Foragido Após ter a prisão preventiva ordenada, Gomes permaneceu dois meses foragido em um hotel no México. O youtuber disse que não voltaria ao Brasil por medo de ser preso. Contudo, Zé Trovão se apresentou à Polícia Federal de Joinville (cidade onde reside) no dia 26 de outubro. Navegação de Post Plenário do Senado aprova indicação de André Mendonça ao STF Auxílio Brasil com valor mínimo de R$ 400 começa a ser pago