Com 8 faixas inéditas, novo capítulo do álbum chega nesta sexta-feira (10)

Depois de apresentar a primeira parte de Caranguejo ao longo de 2025, em uma sequência de shows que passou por seis estados e diferentes formatos de palco, a Supercombo lança nesta sexta-feira, 10 de abril, a segunda parte do álbum, pela Deckdisc.

O segunda parte do álbum se conecta diretamente à primeira metade do álbum, mas desloca o foco da escuta ao propor outros climas, ritmos e atmosferas, ampliando o desenho do projeto sem romper com sua unidade.

O novo capítulo reúne oito músicas inéditas, guardadas desde a chegada do Caranguejo Parte 1, e fecha o arco criativo de um trabalho pensado desde o início como um disco dividido em dois tempos.

Ao longo desse percurso, a banda mantém uma identidade construída no equilíbrio entre riffs, melodias fortes e letras voltadas ao cotidiano

Combustão”, que aparece já na abertura da nova sequência, funciona como elo entre as duas partes de Caranguejo. Serve mais ou menos como uma transição da Parte 1 para a Parte 2.

Logo depois, “Deixa a Maré Te Levar” assume outro papel dentro do repertório. A faixa ocupa, na Parte 2, uma função próxima à de “Transmissão” na primeira metade do álbum, ao empurrar a escuta para um lugar de mais impacto. Tem um riff de guitarra bem marcante e joga quem está ouvindo para uma energia mais pra cima, mais pesada.

A nova etapa de Caranguejo também aprofunda linhas narrativas já sugeridas no primeiro lançamento. É o caso de “Deixar Pra Lá”, que estabelece uma espécie de contraponto com “Alento”, da Parte 1.

Exista a fala de que a anterior tratava dos primeiros anos da filha do vocalista e guitarrista, Léo Ramos. Já a nova canção é levada como projeção dessa relação para outro momento da vida, imaginando conflitos, distâncias e tentativas de reaproximação no futuro. É quase como uma contraparte de ‘Alento’. Se antes havia um olhar para a infância, agora existe uma visualização de uma relação mais à frente, com a filha já adolescente ou no começo da vida adulta, em que ele se abre para uma conversa sem saber se essa abertura vai acontecer de volta.

Em outro registro, “Como Se Fosse Ontem” trabalha a nostalgia a partir de referências que atravessam a adolescência da própria geração da banda, como locadoras, lan houses e noites passadas diante de uma tela. A música, porém, não trata esse passado como refúgio permanente. Fala dessas memórias, mas também da importância de apertar o play para que o amanhã chegue. A ideia não é ficar preso à nostalgia, e sim entender que, se lá atrás a vida apresentava coisas legais, ela continua apresentando agora.

Com 15 faixas ao todo, Caranguejo passa a se apresentar agora em sua forma completa. A segunda parte fecha um projeto construído com continuidade e intenção, confirma um momento de segurança criativa da Supercombo e reforça a disposição da banda em fazer discos pensados como percurso, não apenas como soma de lançamentos.

*Com informações da Tedescom Midia

Foto de Capa: Crédito: Jorge Daux (@jorgedaux)

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