Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado A CPI requisitou a médica para depor sobre possível participação no ‘gabinete paralelo’ Nise Yamaguchi prestou depoimento nesta terça-feira (1°) para a Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPI). A médica então, está sendo investigada pela possível participação no ‘gabinete paralelo’. ” Chamada como testemunha e não como especialista, a dra. Nise tem participação em diversas reuniões do que está sendo chamado de ‘gabinete paralelo’ da Saúde. Inclusive reuniões com a presença do próprio presidente”, disse o senador Alessandro Vieira em entrevista ao Estadão. Dessa forma, conhecida pela defesa ao uso da cloroquina, Yamaguchi é infectologista e oncologista, além de sua possível participação no que foi chamado de ‘gabinete paralelo’, um local que tomava decisões sobre a pandemia, sem conhecimento dos ministros da Saúde. Durante o depoimento, a médica negou qualquer envolvimento com o esquema, se declarando assim, como uma “colaboradora eventual” para possíveis decisões na gestão da pandemia. Sobre a defesa do uso da cloroquina, o senador Otto Alencar chegou a perguntar para a médica se ela sabe a diferença entre vírus e protozoário. “A senhora não soube explicar o que é o vírus. Portanto, uma medicação para protozoário nunca cabe para vírus”, afirmou depois que a médica não soube responder. Além disso, Otto Alencar reitera que a médica não sabe nada sobre infectologia. “E, doutora, de médico audiovisual, este plenário já está cansado. De alguém que ouviu e viu, e não leu, e não se aprofundou, e não tem estudado”, completou Otto. Durante a sessão, Yamaguchi afirmou que esteve atuando durante a pandemia sempre preocupada com a ciência e os pacientes, mas durante suas falas acabou se contradizendo. “Ela estava mais preocupada com a imagem do presidente do que com a ciência”, concluiu o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues Navegação de Post Em meio a crise sanitária, Brasil aceita sediar copa américa Paulo Guedes participa de reunião na Comissão de Educação