Experiências imersivas e conexão coletiva. Festival evidencia o crescimento da cultura rave underground que estava envelhecida na capital Sob o céu estrelado do Cerrado, batidas aceleradas, luzes psicodélicas e uma atmosfera quase hipnótica tomaram conta do fim de semana em Brasília. O festival Naturaíz 2026 reuniu amantes da música eletrônica alternativa em uma experiência que foi além da pista: uma imersão no universo do psytrance e de suas vertentes mais intensas, como o Hi-Tech e o Dark Psy. O evento aconteceu neste sábado e domingo e marcou a estreia do festival na capital federal. Em meio à cenografia temática de terror, intervenções artísticas e sons que variavam entre graves profundos e BPMs extremamente acelerados, o público mergulhou em uma cultura underground que cresce silenciosamente no Brasil e já conquista pessoas de diferentes idades. Muito além da ideia tradicional de rave, a nova cena eletrônica mistura música, conexão humana, espiritualidade, arte visual e sensação de pertencimento. Subgêneros como o Dark Psy, conhecido por atmosferas sombrias e sons mais densos e o Hi-Tech, marcado pela velocidade intensa e elementos psicodélicos extremos, têm atraído cada vez mais jovens e até veteranos da cena alternativa. Foto: Lucas Oliver No meio do Cerrado, a capital sentiu o peso de uma cultura que pulsa longe do mainstream, mas que ganha força nas pistas iluminadas apenas pelo neon, pelas projeções e pela energia coletiva de quem busca viver a música de forma imersiva. O Criador e fundador da Naturaiz, idealizador do evento, Túlio, destacou que o festival apresentado em Brasília ainda é apenas o começo do projeto. “Isso aqui é só uma ponta do tamanho do que o Naturaíz é. A gente quis dar só um gostinho do que acontece nos outros estados pra que a gente possa trazer cada vez mais esse tipo de evento aqui pra capital. E o Naturaíz vai surpreender ainda mais daqui pra frente”, afirmou. A estética underground, os figurinos excêntricos, os elementos místicos e a sensação de liberdade também fazem parte da identidade dessa nova geração do psytrance. Em muitos momentos, a pista parecia funcionar como uma realidade paralela, onde o tempo desacelera enquanto as batidas aumentam. Foto: Lucas Oliver Mas apesar do crescimento da cena, frequentadores afirmam que ainda existe preconceito em torno do movimento rave e dos estilos mais alternativos da música eletrônica. O portal conversou com o público presente no festival. Um dos participantes explicou que parte da visão negativa sobre o gênero acaba vindo de estereótipos associados ao ambiente. “Muita gente ainda tem preconceito com o psytrance, com o Dark Psy e o Hi-Tech. Realmente existem pessoas que acabam indo pro outro lado da coisa, mas tudo depende da intenção. A experiência precisa ser pensada de forma positiva. Se você começa a entrar numa vibe negativa, sua mente vai te levar pra isso também. Aí fica difícil aproveitar o rolê pelo verdadeiro potencial dele”, contou. Foto: Lucas Oliver Com uma proposta imersiva e o crescimento cada vez maior da cultura rave no Distrito Federal, o Naturaíz mostrou que Brasília começa a ganhar espaço dentro do circuito nacional da música eletrônica underground ,uma cena que transforma pista em experiência e batida em conexão. Navegação de Post Documentário sobre retorno do Oasis ganha data de estreia no cinema e no Disney+ Primavera Sound 2026 retorna ao Brasil com Gorillaz e The Strokes