O fim da operação que mobilizou mais de 400 policiais foi assunto no Planalto Imagem: Reprodução. Na madrugada desta segunda-feira (28), o serial killer Lázaro Barbosa foi morto em confronto com a polícia após 20 dias de buscas. Assim, a operação envolveu as polícias civil e militar de Goiás e Distrito Federal, além da polícia rodoviária federal e a polícia federal. Ainda que o infrator tenha sido detido, a operação levantou questões polêmicas como a falta de preparo das forças de segurança, a cobertura sensacionalista por parte da imprensa e a vulnerabilidade da população rural. A comemoração da morte LÁZARO: CPF CANCELADO!— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) June 28, 2021 – Parabéns aos heróis da PM-GO por darem fim ao terror praticado pelo marginal Lazaro, que humilhou e assassinou homens e mulheres a sangue frio. O Brasil agradece! Menos um para amedrontar as famílias de bem. Suas vítimas, sim, não tiveram uma segunda chance. Bom dia a todos!— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) June 28, 2021 O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) saudou o trabalho das forças de segurança e festejou o destino do assassino serial. Ainda assim, poucos dias antes do confronto final, a polícia descobriu que Lázaro estava sendo abrigado por um fazendeiro da região. Além disso, os investigadores também suspeitam que outros latifundiários possam ter auxiliado o criminoso. Com a morte dele, será mais difícil averiguar quem foram os cúmplices e qual era o interesse deles para ajudar o matador. Nesse sentido, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) criticou a ação das forças de segurança. Crítica à polícia Lázaro foi morto e os "defensores da vida" já comemoram. Desde o começo, a situação foi muita absurda: destruição de terreiros, cobertura sensacionalista e incentivo ao armamento da população. E agora, fica mais difícil averiguar se de fato ele estava matando a serviço de alguém.— Talíria Petrone (@taliriapetrone) June 28, 2021 A parlamentar destaca os ataques a terreiros, que foram cometidos pelas forças de segurança. Conforme descrito pelo Instituto em Defesa das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro), a polícia entrou em templos de matriz africana sem mandato e algumas vezes depois das 18 horas, o que é vedado mesmo com o documento judicial. Por fim, Petrone lamenta que a situação teria incentivado que a população se armasse. Todavia, durante a noite do dia 14 deste mês, o caseiro de uma propriedade invadida por Lázaro se defendeu e conseguiu expulsar o assassino com uma arma de fogo. Sentimento de alívio A captura pela polícia de um psicopata e assassino em série bárbaro como Lázaro é motivo de alívio para a sociedade. Não podemos viver atormentados pela criminalidade e é imperioso reconhecer o trabalho das forças policiais que não descansaram até pôr fim a esse macabro episódio!— Marcel van Hattem (@marcelvanhattem) June 28, 2021 Além disso, deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), destacou que o desfecho da operação trouxe um pouco de tranquilidade para os moradores da região. Afinal, a distância das áreas rurais às delegacias de polícia e a dificuldade de comunicação são um dos pontos principais que tornam essa população mais vulnerável à criminalidade. Navegação de Post Fachin estabelece 15 dias para governo federal ampliar vacinação contra covid-19 em quilombolas Governo Bolsonaro pediu propina sob vacinas