Com repertório equilibrado e respeitoso com quem gosta de todas das fases do Grupo, banda fez espetáculo que só os representantes do gênero conseguem
A banda polênê Behemoth subiu ao palco pontualmente, sem nenhum atraso, entregando uma performance impressionante, como se esperava, dada a trajetória consolidada do grupo. No palco, a energia dos integrantes é contagiante, e o repertório artístico mostra uma força tão impactante que deixa qualquer banda de metal extremo em segundo plano.
No show realizado na Toinha, em Brasília, no dia 21 de setembro de 2025, a banda fez parte da The Unholy Trinity 2025, que passou por quatro cidades brasileiras, entre elas Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. A apresentação foi um verdadeiro atropelamento sonoro, com músicas que evidenciam as diversas facetas do black/death metal.

O setlist contemplou músicas como “The Shadow Elite”, “Ora Pro Nobis Lucifer”, “Demigod”, “The Shit ov God”, “Conquer All”, “Blow Your Trumpets Gabriel”, “Ov Fire and the Void”, “Lvcifraeon”, “Bartzabel”, “Wolves ov Siberia”, “Once Upon a Pale Horse”, “Christians to the Lions”, “Cursed Angel of Doom”, “Chant for Eschaton 2000” e “O Father O Satan O Sun!”.
A performance de Nergal e sua banda se destacou por uma mistura de agressividade e teatralidade, mantendo um rigor musical excepcional. O baterista Inferno, essencial para a coesão do grupo, esteve presente e deixou claro que a banda mantém um padrão altíssimo de execução.
Em resumo, a noite foi uma experiência única para os fãs do metal extremo, que viram no palco uma demonstração de força, talento e profissionalismo. A banda polênê Behemoth mostrou por que é uma das principais referências do gênero, com uma apresentação que ficará na memória de quem esteve lá.
Deicide
O retorno do Deicide ao Brasil trouxe muita força e novidades, como o novo álbum “Banished by Sin” (2024) e a estreia do guitarrista Jadran “Conan” Gonzalez, que entrou pouco antes da turnê. Com uma sonoridade pesada e caótica, típica do death metal, a banda manteve o clássico estilo agressivo e direto, mesmo com a bateria às vezes sobrepondo as guitarras. Glen Benton, vocalista e baixista, mostrou estar em ótima forma e comandou o show com energia e presença marcante.

O repertório incluiu clássicos que os fãs adoram, além de três músicas do novo álbum, como “Bury the Cross… With Your Christ” e “Sever the Tongue”. Sem firulas, Deicide entregou uma aula de death metal cru e visceral que conquistou o público presente.
NIDHOGG
O show começou com a apresentação do polonês Nidhogg, ex-vocalista do Wilczyca, que trouxe ao palco um black metal genérico, sem muita novidade para o público. A banda entrou às 19h09, mas musicalmente entregou pouco, ficando ofuscada pela grandiosidade das atrações principais.

Apesar da indumentária chamativa, o repertório, que incluiu faixas próprias e algumas do Wilczyca, como “Horda” e a faixa-título da ex-banda, não conseguiu animar muito a plateia. O vocalista até tentou quando descendo até o público, mesmo levando bronca dos seguranças do loca. O momento mais chamativo foi quando Nidhogg vestiu uma camisa do Brasil e declarou seu apreço pelo Sepultura. Ainda em início de carreira solo, a apresentação mostrou que ainda há muito caminho pela frente para se destacar.
